Wednesday, June 6, 2012


Quando aqui cheguei, sabia que deixava tudo para trás. Amigos, família, o meu lar, a minha cidade, o conforto do conhecido e do esperado. Nada de novo me surpreendia pois sabia-a como a palma da minha mão. Fazia parte de mim assim como eu fazia parte dela. E deixei tudo para trás. Tudo. Cheguei para viver, para começar do zero. Amigos, família, o lar, a cidade e, principalmente, para procurar no desconhecido o conforto e aprender o que podia ou não esperar desta nova vida.
Tive sorte, muita sorte. Tenho novos e melhores e que me conhecem se calhar tão bem ou melhor que eu a mim mesma. Não conhecem o meu passado, é verdade, mas também não me julgam por isso. Sabem quem sou agora, neste presente, e isso basta-lhes. E sou feliz. Mais agora nestes últimos tempos do que na minha vida inteira. São anjos que não me deixam cair quando outros deixavam e só depois me ajudavam a por de pé, levantar a cabeça e juntar os cacos. Nestes tempos, ainda não baixei o olhar uma única vez porque não me deixam. Estiveram sempre, sempre lá. E sou muito feliz com todos eles.
Mas há um anjo especial. Um que desperta em mim uma plenitude e uma confusão em proporções semelhantes. A sua presença consegue ser tão tranquilizante como caótica. Mas confio nele mais do que em mim. E isso sim, vira-me a alma do avesso. Não por ser ele, mas por nunca ter dado a liberdade a ninguém para o fazer. Nem àqueles de quem achava que era dependente. Ter alguém que só de me olhar nos olhos sabe quem sou na realidade deixa-me aterrorizada. E repito, não por ser ele, não por ser quem é. Mas porque nunca deixei que tal acontecesse e não sei como lidar com a situação. Assim, porque é praticamente mecânico, sou ríspida, difícil, por vezes arrogante e até antipática. Mas não é propositado, juro! São Mecanismos de Defesa de quem sempre foi muito distante de tudo e só agora é que está a viver no real sentido da palavra.
Desculpa se por vezes não te dou o valor que sei que mereces. Mas o caos que provocas em mim deixa-me completamente desnorteada.
Mas hoje senti o meu interior em paz. Deitaste a cabeça no meu ombro, sossegado, senti a tua respiração, o teu cheiro, o teu toque ao de leve e quase adormeci contigo. Não por algo mais do que é suposto e que alguns podem até pensar que existe, mas porque mereces toda a minha consideração e respeito. Porque tu, sim, és de valor. E pode não parecer, mas és sem dúvida um exemplo. Posso contrariar-te em tudo o que dizes, ser uma besta contigo, ser fraca, mandar-te à merdas vezes sem conta, mas a verdade é que só faço tudo isto porque sei, independentemente do que acontecer, valerás sempre a pena.
“And friends aren’t only for parties, games or when everything is going right. We know who are ours real friends when the world turns a living hell and breathing became the hardest thing to do. There, we know who fights right on our side and keep us looking to the sky.”
Por favor e assim como de mim, não te esqueças de todas as pessoas que cativaste com a tua maneira de ser. “És responsável por aqueles que cativas.”
Thanks for everything, friend!
Com carinho, Carole.

P.S. Não me interpretes mal... Alguma dúvida, sabes onde vivo.


Saturday, November 5, 2011

Sabe-me bem quando, passado algum tempo, alguém diz: "Temos saudades tuas, pequenina. Volta para nós!"
Sabe-me bem saber que deixei a minha marca onde passei ♥

Monday, October 31, 2011

«Não dou a mão a quem me come os dedos.» Excelêncíssimo Per-Dux.

Saturday, October 22, 2011

Pratica a coragem.Sem medo. Sem te desviares um milímetro que seja de quem és. Não te acanhes, não te rebaixes, não fiques com nada por dizer.
És mais bravo do que pensas e o teu corpo mais resistentedo que imaginas. Segue. Vai contigo. Conta com aquilo que tens.
Ouve o bichinho que te diz para a esquerda quando toda a gente vai para a direita (esse bichinho és tu, não o pises).
Pratica a tua intuição, vai mais vezes, erra as vezes que precisas, dorme descansado. Tu não és mais que ninguém, nunca serás. Por mais que te gritem o contrário, tu és tu. Ponto.
Por isso, pratica o que tens. Pratica o que só em ti existe e é raro nos outros. Pratica o desplante, o despropósito e o magnânime. Pratica o estrambólico, o arrumadinho e o absurdo.
Pratica quem és. Só assim serás inteiro e te manterás original.

Sunday, September 25, 2011

Friday, September 23, 2011

Agora, sou eu para mim e por mim. Tudo o resto já não faz diferença.

Sunday, September 11, 2011

«Your life is your life. Don’t let it be clubbed into dank submission. Be on the watch. There are ways out. There is a light somewhere. It may not be much light but it beats the darkness. Be on the watch. The gods will offer you chances. Know them. Take them. You can’t beat death but you can beat death in life, sometimes. And the more often you learn to do it, the more light there will be. Your life is your life. Know it while you have it. You are marvelous! The gods wait to delight in you.
Go forth.»
Charles Bukowski

Wednesday, September 7, 2011

A vontade de correr, de fugir daqui, é simplesmente avassaladora.

Tuesday, September 6, 2011

Num mês mudo de casa. Num mês passo a viver por minha conta, a cozinhar todos os dias e a ter uma casa só minha. Num mês começo a ir para a universidade. Num mês deixo de viver nesta cidadezinha acolhedora e deixo de ver as pessoas que me acompanharam diariamente. E num mês mudo de vida.

Friday, August 19, 2011

- "Passado todo este tempo, ainda ficou alguma coisa por dizer?"
- "Ficou tudo por dizer."
- "O quê por exemplo?"
- "Eu nunca cheguei a saber onde errei realmente de modo a que todos ficassem assim tão magoados. Apesar de eu achar que não passou de histeria grupal: um finge que está muitíssimo chateado e imediatamente o restante rebanho segue esse sentimento fingido. Não mediram as consequências desse fingimento. Por outro lado, esses outros também nunca chegaram a saber como eu me sentia. Concluiram logo que eu era a má da fita colocando-se num pedestal como estou super hiper mega chateado e nunca mais falo contigo! sem se designarem a perguntarem porquê da minha atitude (se bem que eu raramente tomo uma atitude sem essa ser pensada, logo sabia perfeitamente que estava a seguir o caminho mais correcto; não para mim, para eles). Acabei por me sentir um gota de água no meio de um mar de azeite!"
- "E se o tempo voltasse atrás? Mudavas alguma coisa?"
- "Nada. Foi assim que me apercebi quem realmente tinha ao meu lado."
- "Como assim?"
- "Quando as coisas correm lindamente, todos estão prontos a oferecer uma mão ou duas para ajudar. Mas só quando tudo corre bem. Quando a vida se começa a complicar, é cada um para seu lado! Esquecem-se as amizades, as promessas do típico (...) para sempre, sempre, sempre, blá blá bá (...), passa-se por cima dos irmãos emprestados para chegar àquele rapaz ou àquela rapariga! O que me custou mais realmente não foi estar chateada com as pessoas que mais amava e por quem dava tudo. Foi o facto de me ter apercebido que, se eu ficasse doente (e doente digo algo bem mais sério que uma gripezinha ou um braço partido), ninguém se iria importar. Se eu tivesse que ser internada, por exemplo, ninguém me iria visitar! Nem que fosse só para dar dois beijinhos e ir logo embora de seguida. O que me custou mais foi o facto de me ter apercebido disso das pessoas com quem eu ainda falava e mantinha uma relação de grande proximidade, com que desabafava quase todos os dias. Isso foi como levar uma facada nas costas, daquelas profundas que saiem pelo outro lado, no peito."
- "Mas..."
- "A verdade é que eu estive mesmo doente. Quase ninguém soube. Se calhar anda só a fazer-se se triste para alguém ir falar com ela, pensaram certamente os que nem faziam ideia do que se andava a passar comigo. E os poucos que sabiam o que se passava com a minha saúde, não quiseram saber. Ela fica bem, de certeza! Deve estar é a precisar de estar um tempo sozinha. Pois bem, eu estava farta de estar sozinha! Estava farta de não ter ninguém que se importasse realmente comigo e que se preocupasse por eu estar viva ou não!"
- "Mas afinal de contas, quem é que tinhas para te oferecer um ombro amigo onde podesses chorar? Quem é que tinhas para te abraçar nos momentos dificeis e te limpar as lágrimas? Quem é que tinhas ao teu lado para te fazer sentir melhor?"
- "Ninguém..."
(...)