O teu sorriso ficará para sempre. A boa disposição contagiava toda a gente.
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Vivo no mundo daqueles que partilham uma experiência, da dor vivida no interior duma sala de urgência. Mas mesmo assim nunca desisti ou baixei os braços, chorei e ri, frente a frente, a derrotas e fracassos.
Esvaziei uns quantos maços para matar a ansiedade mas o fumo ainda era pior porque me matava de verdade.
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Mas nem tudo são rosas, a realidade sabe ser severa.
Para todos os que estão perdidos, sem rumo ou direcção, pensem naquilo que foram, comparem com o são.
Era uma vez um grupo de amigos. Alguns dos quais já nem se encontram vivos. Desconhecidos do mundo em geral. Em mim desempenharam um papel principal.
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Viajávamos à borla, quantas fugas ao pica? Corríamos a pé todas as ruas da cidade invicta.
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O tempo foi passando e já não nos vemos tanto. Eu recordo uns momentos tanto... Cada um pra seu canto.
Tanto tempo após, pós estandarte da geração em memória de todos aqueles que já partiram.
Nada se perde, mano, e tudo se transforma e a batalha é infinita para quem não se conforma.
Desejo-te uma vida longa, saúde e sucesso.
Tu sê feliz, mano é tudo o que eu te peço.
Ao Eduardo Lopes.
Mundo Segundo, Vol. 2, Era Uma Vez.